sexta-feira, 25 de julho de 2014

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pros Pés



Jurandir Bozo
Em
Pros Pés

            Talvez a maior características das danças populares alagoanas sejam os trupes. Trupes do Guerreiro, do Coco, as pisadas das Marujadas, da Ciranda e do Baianal. A força rítmica e o vigor das manifestações populares conectadas ao solo com paixão e criatividade fazem um som único que envolve e fascina levantando poeira, assentando barro, pisando o chão.


            Pros Pés, é o espetáculo mais singelo e ousado do artista popular Jurandir Bozo (que nesse ano comemora quinze anos de carreira), com musicais em sua maioria autorais, o artista canta também algumas canções de tradição oral, e aborda em seus arranjos as manifestações da cultura popular na sua forma mais tradicional, mas numa linguagem contemporânea, levando pros pés toda força da cultura popular junta às subjetivas e ousadas nuanças da modernidade, e Trupes tradicionais como Cavalo Manco, Chipapa, Quarenta Arrebatido, e tantos outros passos das danças populares das alagoas sendo colocados numa estética atual da percussão corporal.

            Além da beleza e força dos Trupes, o artista levara para o palco a beleza dos desafios de coco e suas cantigas, tudo isso numa visão que ressalta o compromisso que o artista tem em sempre manter seus pés no barro e sua cabeça no asfalto. E pelo asfalto que vem as melodias mais elaboradas onde a sofisticação e a simplicidade se fundem e para isso que Bozo Convidou alguns de seus amigos para comemorar os quinze anos de sua carreira, convidados que abrilhantarão ainda mais o show. Vem d bairro do Jacintinho os Cocos de Roda, Xique Xique, Novos Tempos e Reis do Cangaço, e da Pitanguinha o Coco de Roda Pau de Arara, além dos grupos de coco, vão estar presentes nomes como: Beto Brito (Que fará a abertura do show recitando um poema sobre a força dos pés e ligação que temos com ao chão, com a terra), Eliezer Setton (que fará junto a Bozo uma homenagem a Tororó do Rojão), Josenildo de Assis (filho do mestre Verdelinho, que vem para fazer alguns trupes e mostrar o coco de raiz), Fagner Dübrown, Wagner Chaves (Flautista), Wilbert Fialho e Tido Morais (Violonista e percussionista que integravam a extinta banda Poeira Nordestina).




            Jurandir Bozo compartilhara o palco com: Arnaud Borges (Violão), Kaw Lima (Violão e Viola de Arco), Samia Miranda (vocal, Caxixi, Ganzá e Trupes), Mirna Araujo (Vocal, Ganzá e Trupes), Fernanda Fazanarro (Vocal, Pandeiro e Trupes), Demétrius Paulino (Vocal, Ganzá e Trupes) Alex Brito (Percussão), Jonatas e Jeferson (Percussão).


            Um espetáculo Pros Pés, pra os ouvidos, pra os olhos e principalmente para o coração, onde tudo virara coco.

domingo, 4 de setembro de 2011

Agosto Popular (http://www.alagoanos.com.br)




Vou postar aqui na integra algo que postei no site ALAGOANOS.

Espero que gostem e opinem. 





20 de agosto de 2011

Oi Negada!

Estou começando hoje a dividir opiniões nesse espaço, espero eu que seja um espaço a gosto popular, que nele se reflita algo que não seja só meu ou que pare em mim. Tentarei me expor de maneira que outros se identifiquem comigo e assim possamos trocar conhecimentos, o que não quer dizer que vá me eximir ou me abster de expor algo que contrarie o entendimento que temos de senso comum.

Abrir esse espaço nesse mês é algo extremamente simbólico para mim, pois é o mês que muitos param para discutir e, ou valorizar a Cultura Popular, ou o Folclore.

Não vou cometer o “literocídio” de escrever de forma redundante sobre a diversidade e variedade das manifestações culturais alagoanas, nem tampouco sobre os áureos tempos dos grandes folcloristas alagoanos e suas publicações, por mais que mereçam louvor e reconhecimento, sendo abordado de forma isolada e com a ingenuidade dos puritanos tidos a abnegados defensores do folclore, tornam-se um saco de ler, e até mesmo de ver.

Creio que muitos deles e seus “achismos” retrógados, deixaram a arte das manifestações populares uma chatice só. Foram eles que enlataram o Guerreiro a se apresentar com trinta a quarenta minutos, e com isso deixaram de lado as partes dos personagens, como da Lira, do Índio Peri, do Lobisomem, do Jaraguá e tantos outros episódios que são lindos e hoje são raramente vistos em apresentações.  Isso pra não falar que a cultura popular tradicional foi se afastando do povo e perdendo muita de sua popularidade e que esses estudiosos ou metidos a conhecedores das artes populares não fizeram nada para reparar tal ruptura.

Aqui, houve sim foi um quase linchamento publico e execração acadêmica das manifestações que conseguiram se legitimar com o apoio e a participação popular, no caso do Boi, do Coco de Roda, e ate mesmo da Quadrilha.



De certo que muitos, se não a maioria dos grupos das respectivas manifestações que citei (Boi, Coco, Quadrilhas), não apenas evoluíram, mas estilizaram, e nesse caminho da modernização vazia a cultura popular perdia visibilidade e credibilidade, pois não se revisitava ou se reconstruía de algo concreto, legítimo, já que não tinham o conhecimento se quer do que eles próprios representam e tão pouco da importância de se reinventarem baseados nas tradições. Se modernizar, mas partindo de um alicerce sólido que seria o conhecimento das tradições populares em sua forma mais genuína; os Mestres e a cultura tradicional.

Talvez o maior erro foi dos que tinham mais conhecimentos, e não apenas de folclore, mas de vida, de educação social, de refinamento de modos, de práticas escolares e estudos mais profundos, esses Professores,Doutores e Senhores, foram apenas algozes de uma cultura periférica que só cresce e consegue  mais e mais participantes. O Coco e o Boi, a cada ano se legitimam mais como manifestações do povo, manifestações POPULARES.

A minha pergunta é: Porque a AFOSPAL e esses tidos a folcloristas e pesquisadores não tentaram ou tentem dialogar com esses meninos? Qual problema de se mediar um diálogo em prol das manifestações populares alagoanas? Será que vamos ainda escutar apenas quem se quer saber balançar o ganzá em vez de ouvir quem de fato e direito está fazendo a cultura em nosso Estado?

Hoje com a iniciativa do Clube do Coco (que tem o objetivo de agregar os cantadores de coco e compartilhar conhecimentos), e algumas oficinas feitas em parceria com a liga dos Cocos de Roda de Maceió, conseguiram que alguns cocos colocassem pela primeira vez passos tradicionais em um concurso, na verdade o concurso mais importante para os grupos, que foi o alagoano. Esse fato histórico teve início com um coco do Jacintinho chamado Xique-Xique que entrou na arena no dia 12/06/2011 no concurso de coco de roda realizado no bairro do Jaraguá, e depois que o Xique-Xique realizou sua aproximação com a cultura popular tradicional, outros grupos de Coco de Roda começaram a buscar nos trupes das pisadas do Coco de Tapagem, o Pagode deCoco, o Coco de Mestra Ilda, de Mestre Venâncio e do grande Mestre Verdelinho, algo que embelezassem suas apresentações ao menos que as vinculassem com o Coco Tradicional.

A verdade é que passos como o Cavalo Manco, Quarenta-arrebatido, Os Trupes, e Trupes de Contra, se juntaram às cantigas de Pagode de Coco dos mais Tradicionais e fizeram um show à parte, levando emoção aos jurados – que naquele concurso o diálogo que havia se rompido por anos e nos entre a tradição e a contemporaneidade, estavam restabelecidos ali à vista de todos que quisessem ver.

Se isso vai permanecer... De fato, não sei dizer, mas que é possível um diálogo aberto com esses meninos que têm força e garra pra levar sem lucro financeiro uma manifestação à frente com paixão e amor, isso eu senti na pele que é sim. É possível dialogar com eles e mostrar o quanto eles são importantes nesse processo e o quanto é relevante que eles visitem a cultura tradicional.

Mas nem tudo é contra o gosto do povo como os puritanos tidos a folcloristas e defensores das manifestações populares, e falo como via de regra e não pelas exceções que atuam nesse universo dos puros e quase santificados senhores que fazem o “bem“ para nosso folclore.

Surgem novas formas de enxergar o assunto e ações como a do novo diretor do Museu Téo Brandão, o antropólogo Wagner Chaves, que surge com um trabalho aberto às comunidades e grupos que trabalham com a cultura popular. Numa linguagem atual, ele entende o fenômeno das manifestações dos Bois e Cocos contemporâneos, e fala da relevância desses grupos ao mesmo que sugere a eles uma maior proximidade com as raízes das tradições populares locais, assim como o permanente diálogo entre o atual e o tradicional.

Talvez essa seja a forma que perpetue a nossa cultura popular, e a deixe viva e inteira. Pois não podemos apenas pensar barro, ou pixe, hoje tem que se pensar o chão e o asfalto. Um olho na tradição e o outro na modernidade, ou seremos engolidos por algo que o nome não passará de um simples rótulo vazio e sem história.

Temos que buscar uma cultura viva, unindo nossas boas intenções e religando os diálogos para esvaziarmos o inferno e assim ter algo concreto A_GOSTO popular.

É isso Negada. No mais, xero com gosto de Coco e até a próxima.


domingo, 21 de agosto de 2011

Ensaiando Pros Pés




Já estou ensaiando pra meu novo espetáculo.

Estamos montando repertorio e já dando as primeiras formas as canções.
A casa do meu grande amigo Marco Eliziário o Gordo, é um local que esta nos abrigando com muito carinho e Coca-cola. RS

Dia 21 de setembro espero vocês para comemorar meus 15 anos de artes, e com um espetáculo que to colocando muita fé, creio que ele será algo que não terminara em mim... Espero que todos possam participar dessa linda festa que daremos no teatro Deodoro.

Aguardem noticias... 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Eu no Programa Vida de Artista.

Se a Mocidade Fosse Uma Mercadoria (Mestre Sebastião da Viçosa/ Recolhida e arranjada pelo grande musico e produtor Arnaud Borges)





Tá Ficando Bom (Jurandir Bozo)


Essas duas musicas estarão no meu novo espetáculo, "PROS PÉS", que sera apresentado ao publico no dia 21/09/2011 no Teatro Deodoro as 19h.  Nessa ocasião estarei comemorando meus 15 anos de vivencias artísticas. Esse espetáculo é certamento o projeto mais ousado que já produzir e espero a presença de todos. 

terça-feira, 24 de maio de 2011

Atendendo a pedidos... (Mais Canções do Mestre Verdelinho)

FOTO:Kelly Baeta e Montagem de Natali Agra.


Atendendo a pedidos...


Na postagem que fiz sobre o Mestre Verdelinho, 
eu meio que de propósito não disponibilizei algumas perolas dele, e uma delas ou a principal, que marcava o mestre em suas apresentações, a Masseira, esse coco que tb cantava no Poeira, como ele mesmo me ensinou – cante com o seus versos, da sua maneira, pq quando alguém ouvir vai é lembrar de vc- e assim eu fazia, e que ate hoje persegui-me em qualquer apresentação que faça, é uma perola das canções de tradição oral e agora venho dividir com vcs na versão que o mestre deixou gravada em seu único disco. 

Trago e disponibilizo aqui também, mais duas canções feitas por Verdelinho que acho um primor e deveriam ser escutadas com mais atenção, elas mereciam. e merecem, um espaço maior dentre os conhecedores e pesquisadores da cultura popular alagoana, ou ao menos, aos que ainda cantam coco por essas bandas cantarem esses cocos, e como ta se aproximando o concurso da liga de coco de roda de Maceió , vai que algum cantador passa por aqui e já coloca uma delas ou todas elas em seu repertorio. Falo da Distancia da Terra e de O Home Nasce.

Quando as historias que vivi com o Mestre... rs Essas em seu tempo certo serão publicadas aqui. rs...

Enfim,

Vejam a letra que recolhi do encarte do seu disco (UNIRversando) e escutem a musica no link.

A Masseira (Tradição oral) 



http://www.4shared.com/audio/-xZD7MLM/Mestre_Verdelinho_-_A_Masseira.html

A masseira tá doente
Tá gemendo com a dor
A masseira tá doente
Tá gemendo com a dor

Ate a masseira geme
Quando mais quem tem amor
Ate a masseira geme
Quanto mais quem tem amor

Alegrias eu não tenho
Tristeza comigo moro
Alegrias eu não tenho
Tristeza comigo mora
Quando eu tiver alegria
Jogarei tristeza fora
Quando eu tiver alegria
Jogarei tristeza fora

A masseira tá doente
Tá gemendo com a dor
A masseira tá doente
Tá gemendo com a dor
                                    
Ate a masseira geme
Quando mais quem tem amor
Ate a masseira geme
Quanto mais quem tem amor

Meninas das três meninas
Todas três eu quero bem
Meninas das três meninas
Todas três eu quero bem
Uma mais do que a outra
Outra mais do que ninguém
Uma mais do que a outra
Outro mais do que ninguém

A masseira tá doente
Tá gemendo com a dor
A masseira tá doente
Tá gemendo com a dor
                                    
Ate a masseira geme
Quando mais quem tem amor
Ate a masseira geme
Quanto mais quem tem amor

Plantei e não caiu
A nossa programação
Plantei e não caiu
A nossa programação
Que trazem nos seus peitos
Amai a santos irmãos
Que trazem nos seus peitos
Amai a santos irmãos

A masseira tá doente
Tá gemendo com a dor
A masseira tá doente
Tá gemendo com a dor
                                    
Ate a masseira geme
Quando mais quem tem amor
Ate a masseira geme
Quanto mais quem tem amor

Olha o trupé!
Olha masseira!
Outra vez!
Outra mais!
Olha o trupe!
Outra vez!


Distancia da Terra (Mestre Verdelinho)


http://www.4shared.com/audio/dZnhA6FE/Mestre_Verdelinho_-_A_Distanci.html


Não há quem conte os milhões
De léguas daqui pro sol
Não tem conte os milhes
De léguas daqui pro sol

Daqui pro sol
De léguas da pro sol

Não há quem conte os milhões
De léguas daqui pro sol

Daqui pro sol
De léguas da pro sol

O Verdelinho na desanima
Brinca bonito e não erra
Quando o sol crava serra
Na hora que desanima
O tempo muda de clima
Perde a sua mol
Por cima do arrebol
Pelos objetos bons
Não há quem conte os milhões
De léguas daqui pro sol

Daqui pro sol
De léguas da pro sol

Não há quem conte os milhões
De léguas daqui pro sol

Daqui pro sol
De léguas da pro sol

Não há quem conte os milhões
De léguas daqui pro sol

Com espontaneidade
O Verdelinho não erra
Quando sol crava na terra
Ó hora que dá saudade
Pra toda humanidade
Com paciência de Jô
Olhando pro arrebol
Fazendo adivinhações
Não há quem conte os milhões
De léguas daqui pro sol

Daqui pro sol
De léguas da pro sol

Não tem quem conte os milhões
De léguas daqui pro sol

Daqui pro sol
De léguas da pro sol

Não tem quem conte os milhões
De léguas daqui pro sol

De fogo é uma fonte
Conforme tenho estudado
Mas vejo que ta deitado
Na cama do horizonte
De um monte a outro monte
Estendendo seu lençol
Por cima do arrebol
Distanciando os bilhões
Não há quem conte os milhões
De léguas daqui pro sol

Daqui pro sol
De léguas da pro sol

Não há quem conte os milhões
De léguas daqui pro sol

Daqui pro sol
De léguas da pro sol

Não há quem conte os milhões
De léguas daqui pro sol



O Home Nasce (Mestre Verdelinho)


O homem nasce
E não sabe como se cria
Quando se cria não sabe
O dia que há de morrer

Que há de morrer
O dia que há de morrer

Quando se cria não sabe
O dia que há de morrer

Que há de morrer
O dia que há de morrer

Meu colega o home nasce
E não sabe quando é que canta
Quando ele canta não sabe
O que é que ta dizendo

O homem nasce
E não sabe o que vem trazendo
Se ele traz não sabe
Uma coisa que lhe adianta

O home nasce
E não sabe quando é que janta
Quando ele janta não sabe
Se pode se ofender

O homem nasce
E não sabe se tem prazer
Se tem prazer não sabe
Se vai chorar um dia

Por isso o home nasce
E não sabe quando se cria
Quando se cria não sabe
O dia que há de morrer

Que há de morrer
O dia que há de morrer


Quando se cria não sabe
O dia que há de morrer

Que há de morrer
O dia que há de morrer

O homem nasce
E não sabe quando é que briga
Quando ele briga não sabe
Se vai ganhar na questão

O home nasce
E não sabe se é cidadão
Se é cidadão não sabe
Se alguém vem e lhe castiga

O home nasce
E não sabe quando se intriga
Quando se intriga não sabe
Como vai se defender

O home nasce
E não sabe se vai prender
Se ele prende não sabe
Se pode ser preso um dia
Por isso o home nasce
E não sabe quando se cria
Quando se cria não sabe
O dia que há de morrer

Que há de morrer
O dia que há de morrer

Quando se cria não sabe
O dia que há de morrer

Que há de morrer
O dia que há de morrer

Meu colega o home nasce
E não sabe quando é que dança
Se ele dança não sabe
Se faz a passada certa


O homem nasce
E não sabe quando se aperta
Se se aperta não sabe
Se aquilo lhe implanta

O home nasce
E não sabe quando é que janta
Quando ele janta não sabe
Se a janta tem prazer

O homem nasce
E não sabe se vai sofrer
Se vai sofrer não sabe
Se pode ser feliz um dia
Por isso o home nasce
E não sabe quando se cria
Quando se cria não sabe
O dia que há de morrer

Que há de morrer
O dia que há de morrer

Quando se cria não sabe
O dia que há de morrer




sexta-feira, 13 de maio de 2011

Meu Mestre e o Seu Grande Poder

Meu Mestre era um passarinho das rimas e improvisos, e nisso ele voava como nenhum outro, dando truques nos versos sem se quer sair um milímetro da métrica. Meu Mestre era tradicional, mas com uma profunda e profusa modernidade empregada em seus pensamentos, questionamentos e poesias decoradas, ele não se preocupava com as quinquilharias que se lançam nas revistas e TVs, ele se preocupava era em acompanhar a velocidade dos novos pensamentos. 

Meu grande Mestre foi Verdelinho. 



Em seu único disco, Mário Francisco de Assis, o Mestre Verdelinho, deixou registrado um pouco do seu legado, junto a ele, seu filho Josenildo que sempre esteve presente na carreira do seu pai. Quanto a mim, vivi com esse grande homem experiência nunca antes por mim vividas e delas lições que jamais esquecerei, lições de vida, de alegria, e de amor a cultura popular sem preconceito com novo. Estive com ele em shows, na gravação do seu disco e em tantos outros encontros em sua casa, fosse jogando versos, fosse jogando palavras e sorrisos, estávamos juntos com respeito e carinho.

 
Essas musicas que vou postar aqui, são na verdade canções que marcaram suas apresentações e estão no disco UNIRversando (Titulo essa que foi dado por mim ao produtor Keyler Simões), foi gravado e lançado em 2006, produção executiva de Keyler Simões , gravado e mixado por Dacio Messias e produção artística minha (Jurandir Bozo). 

O disco foi gravado e poucas semanas após o termino das gravações, o Mestre tive seu primeiro AVC (acidente vascular cerebral). O CD foi feito com poucos recursos e tínhamos o intuito de registrar com muita coragem e ousadia as musicas mais significativas de seu repertório. Nesse disco gravamos praticamente ao vivo, mas a sempre alegria do mestre e emoção por estar gravando seu primeiro e único disco, nos proporcionava uma energia que fez com que tudo fosse leve, e acontecesse dentro do previsto sem maiores alterações ou problemas. Foram dias de felicidade e muitas risadas. 

 
Espero que gostem dessas três musicas ( que são pagodes de coco), e foram atribuídas a Tereza Feliz como compositora, informação passada pelo próprio Mestre Verdelinho, e que marcavam seus shows, e a quarta musica é seu maior sucesso, musica gravada pelo grupo Comadre Florzinha e também por Wado, O Grande Poder, é sem duvida uma das mais belas canções populares já feita em Alagoas.
Confiram que vale muito a pena... 



A primeira delas dispensa apresentações.
Eu transcrevi a letra não como esta no encarte do disco, mas sim, na forma que o mestra canta e seu cd.


O Grande Poder (Mestre Verdelinho)
 
(ouça a musica no link abaixo)

O nosso Deus corrige o mundo pelo seu dominamento
Sei que a terra gira com o seu grande poder
Grande poder com o seu grande poder
Deus corrige o mundo pelo seu dominamento
A terra gira com o seu grande poder
Grande poder com o seu grande poder
A terra gira com o seu grande poder


A terra deu, a terra dá, a terra cria
A terra cria, a terra deu, a terra dá
A terra voga, a terra fica, a terra há
A terra acaba com toda má alegria
A terra acaba com inseto que a terra cria
Nascendo na terra, nessa terra há de viver
Morrendo na terra, para essa terra é de comer
Tudo que vive nesse mundo pra essa terra é alimento
Deus corrige o mundo pelo seu dominamento
Sei que a terra gira com o seu grande poder
Grande poder com o seu grande poder
Sei que a terra gira com o seu grande poder
Grande poder com o seu grande poder
A terra gira com o seu grande poder

Porque no céu a gente ver uma estrelinha
Aquela estrela começa a se mudar
Aquela estrela começa a passear
Tem uma mais acesa outra mais apagadinha
Tem uma maior tem outra mais miudinha
E ás seis horas da manhã ela começa a se esconder
Às seis horas da noite é que torna a aparecer
Só é quando ela brilha em cima no firmamento
É porque Deus corrige o mundo pelo seu dominamento
Home a terra gira com o seu grande poder
Deus corrige o mundo pelo seu dominamento
Sei que a terra gira com o seu grande poder

O homem aplanta um rebolinho de maniva
Aquela maniva com dez dias ta inchada
Começa nascer aquela folha orvalhada
Ali vai se criando aquela obra positiva
Muito esverdeada muito linda e muito viva
Embaixo cria uma batata que engorda e faz crescer
Aquilo dá farinha pra todo mundo comer
Para toda criatura vai servir de alimento
Deus corrige o mundo pelo seu dominamento
Sei que a terra gira com o seu grande poder
Deus corrige o mundo pelo seu dominamento
Sei que a terra gira com o seu grande poder


O meu amigo em você eu me confio
Eu me confio que meus olhos correm n’águas
Eu admiro uma piaba dentro d’água
Ela faz a morada não sente calor nem frio
Se o sol esquenta ela precura um sombrio
Na toca de uma barqueira pro mode se esconder
Arruma lodo começa a comer
Quer dizer daquele lodo vai servir de alimento
Nosso Deus corrige o mundo pelo seu dominamento
A terra gira com o seu grande poder
Deus corrige o mundo pelo seu dominamento
A terra gira com o seu grande poder

Dona Mariquinha (tradição oral)
(ouça a musica no link abaixo)


Dona Mariquinha

Da feição miudinha

Seu Manoel

Da fulo do limão



Menina dos olhos pretos

Não olhes pra mim chorando

Se não a rua fica cheia

Que nos tamos namorando



Dona Mariquinha

Da feição miudinha

Seu Manoel

Da fulo do limão



Menina dos olhos pretos

Me água pra beber

Não é cede nem é nada

é vontade de tiver



Dona Mariquinha

Da feição miudinha

Seu Manoel

Da fulo do limão



Menina das três meninas

Todas três eu quero bem

Uma mais do que a outra

Outra mais do que ninguém



Dona Mariquinha

Da feição miudinha

Seu Manoel

Da fulo do limão



Ô pisa miudinho, miudinho, miudinho

Uma pisada, duas pisa, três pisadas

Outra pisada limão.



Balança o Galho da Limeira (tradição oral)

(ouça a musica no link abaixo)

Balança o galho da limeira
Balança o galho da limeira
Balança o galho da limeira
Bela roseira o galho da limeira

Menina minha menina
Todas três eu quero bem
Uma mais do que a outra, moreninha
Outra mais do que ninguém

Balança o galho da limeira
Balança o galho da limeira
Balança o galho da limeira
Bela roseira o galho da limeira

Dentro do meu peito eu tenho
Duas tesouras cortando
Só não quero que elas cortem, moreninha
O amor que tô amando

Balança o galho da limeira
Balança o galho da limeira
Balança o galho da limeira
Bela roseira o galho da limeira

Eu subi no mamoeiro
Tirei um mamão madura
Namorei com uma galega, ô moreninha
Já vi que namoro seguro

Balança o galho da limeira
Balança o galho da limeira
Balança o galho da limeira
Bela roseira o galho da limeira

Sariema quando canta
Lá pra cima do sertão
canta todo passarinho
Canário preto azulão
O grito do pavão
Pra ser um passo arrojado
Lá encima do sertão
O inverno ta pegado

Mas Quem é que Danço Hoje (tradição oral)

(ouça a musica no link abaixo)

http://www.4shared.com/audio/G0v61Smf/Mestre_Verdelinho_-_Mais_Quem_.html


Mas quem é que danço hoje
Danço mais você menina

Alegrias eu não tenho
Tristeza comigo mora
Quando tiver alegria
Jogarei tristeza fora

Mas quem é que danço hoje
Danço mais você menina

Cabelos pretos cachados
Cinturinha de pilão
Por você eu mato e morro
Por você meu coração

Mas quem é que danço hoje
Danço mais você menina

Eu subi num cajueiro
Tirei um caju madura
Namorei com a morena
Eita namoro seguro

Mas quem é que danço hoje
Danço mais você menina

Quem não tem gosto
De dança de madrugada
Numa roda bem tirada
Serrando madeira fina
Pega esse cravo
Que lhe dou bote no peito
Faça o serviço bem feito
No chiado da botina

...(fim)...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Poeira Nordestina no YouTub


Esses são alguns videos no YouTube do show no Teatro Deodoro em julho de 2006. Prestigiem e divulguem!