sábado, 29 de outubro de 2011

Humberto do Maracanã



Esse é um dos poucos que conseguiram invadir minha alma com sua voz!

Talvez por isso eu mesmo distante e só tendo olhado em seus olhos uma só vez, eu oh chamei de Mestre e depois de cantar uma entoada de sua autoria ouvi dele o seguinte algo que me envaideceu de verdade ao mesmo que emocionou de forma unica.

"Sai do Maranhão pra receber de verdade o titulo de Mestre aqui em Alagoas. "
(Humberto Maracanã)
Vejam esses vídeos e escutem essa voz. 
Mestre é Mestre!




sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MARIA BETHANIA - JEITO ESTUPIDO DE TE AMAR





Um jeito estúpido de te amar
 (1976)

Composição : Isolda e Milton Carlos
Poema de abertura  de Fauzi Arap
Declamado por Maria Bethânia

 Interpretação : Maria Bethânia
Trecho de abertura do show  Pássaro da Manhã
Autoria :Fauzi Arap 

Eu vou te contar que você não me conhece...
E eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve!
A sedução me escraviza à você ...
Ao fim de tudo você permanece comigo, 
mais presa ao que eu criei e não a mim .
E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo maior nos separa ....
Você não tem um nome , eu tenho...
Você é um rosto na multidão , 
e eu sou o centro das atenções , 
Mas a mentira da aparência do que eu sou , 
e a mentira da aparência do que você é .
Por que eu , eu não sou o meu nome, 
e você não é ninguém ...
O jogo perigoso que eu pratico aqui , 
ele busca a chegar ao limite possível da aproximação.
Através da aceitação , da distância , e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa ...
Eu quero que você me veja nu , eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada , te denuncia , e te espelha...
Eu me delato , tu me relatas...
Eu nos acuso , e confesso por nós.
Assim , me livro das palavras,
Com as quais você me veste .



Eu sei que eu tenho um jeito

Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem
Magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar
E de se defender
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais.
Palavras são palavras
E a gente nem percebe
O que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar.

Palavras são palavras
E a gente nem percebe
O que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar.



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pros Pés



Jurandir Bozo
Em
Pros Pés

            Talvez a maior características das danças populares alagoanas sejam os trupes. Trupes do Guerreiro, do Coco, as pisadas das Marujadas, da Ciranda e do Baianal. A força rítmica e o vigor das manifestações populares conectadas ao solo com paixão e criatividade fazem um som único que envolve e fascina levantando poeira, assentando barro, pisando o chão.


            Pros Pés, é o espetáculo mais singelo e ousado do artista popular Jurandir Bozo (que nesse ano comemora quinze anos de carreira), com musicais em sua maioria autorais, o artista canta também algumas canções de tradição oral, e aborda em seus arranjos as manifestações da cultura popular na sua forma mais tradicional, mas numa linguagem contemporânea, levando pros pés toda força da cultura popular junta às subjetivas e ousadas nuanças da modernidade, e Trupes tradicionais como Cavalo Manco, Chipapa, Quarenta Arrebatido, e tantos outros passos das danças populares das alagoas sendo colocados numa estética atual da percussão corporal.

            Além da beleza e força dos Trupes, o artista levara para o palco a beleza dos desafios de coco e suas cantigas, tudo isso numa visão que ressalta o compromisso que o artista tem em sempre manter seus pés no barro e sua cabeça no asfalto. E pelo asfalto que vem as melodias mais elaboradas onde a sofisticação e a simplicidade se fundem e para isso que Bozo Convidou alguns de seus amigos para comemorar os quinze anos de sua carreira, convidados que abrilhantarão ainda mais o show. Vem d bairro do Jacintinho os Cocos de Roda, Xique Xique, Novos Tempos e Reis do Cangaço, e da Pitanguinha o Coco de Roda Pau de Arara, além dos grupos de coco, vão estar presentes nomes como: Beto Brito (Que fará a abertura do show recitando um poema sobre a força dos pés e ligação que temos com ao chão, com a terra), Eliezer Setton (que fará junto a Bozo uma homenagem a Tororó do Rojão), Josenildo de Assis (filho do mestre Verdelinho, que vem para fazer alguns trupes e mostrar o coco de raiz), Fagner Dübrown, Wagner Chaves (Flautista), Wilbert Fialho e Tido Morais (Violonista e percussionista que integravam a extinta banda Poeira Nordestina).




            Jurandir Bozo compartilhara o palco com: Arnaud Borges (Violão), Kaw Lima (Violão e Viola de Arco), Samia Miranda (vocal, Caxixi, Ganzá e Trupes), Mirna Araujo (Vocal, Ganzá e Trupes), Fernanda Fazanarro (Vocal, Pandeiro e Trupes), Demétrius Paulino (Vocal, Ganzá e Trupes) Alex Brito (Percussão), Jonatas e Jeferson (Percussão).


            Um espetáculo Pros Pés, pra os ouvidos, pra os olhos e principalmente para o coração, onde tudo virara coco.

domingo, 4 de setembro de 2011

Agosto Popular (http://www.alagoanos.com.br)




Vou postar aqui na integra algo que postei no site ALAGOANOS.

Espero que gostem e opinem. 





20 de agosto de 2011

Oi Negada!

Estou começando hoje a dividir opiniões nesse espaço, espero eu que seja um espaço a gosto popular, que nele se reflita algo que não seja só meu ou que pare em mim. Tentarei me expor de maneira que outros se identifiquem comigo e assim possamos trocar conhecimentos, o que não quer dizer que vá me eximir ou me abster de expor algo que contrarie o entendimento que temos de senso comum.

Abrir esse espaço nesse mês é algo extremamente simbólico para mim, pois é o mês que muitos param para discutir e, ou valorizar a Cultura Popular, ou o Folclore.

Não vou cometer o “literocídio” de escrever de forma redundante sobre a diversidade e variedade das manifestações culturais alagoanas, nem tampouco sobre os áureos tempos dos grandes folcloristas alagoanos e suas publicações, por mais que mereçam louvor e reconhecimento, sendo abordado de forma isolada e com a ingenuidade dos puritanos tidos a abnegados defensores do folclore, tornam-se um saco de ler, e até mesmo de ver.

Creio que muitos deles e seus “achismos” retrógados, deixaram a arte das manifestações populares uma chatice só. Foram eles que enlataram o Guerreiro a se apresentar com trinta a quarenta minutos, e com isso deixaram de lado as partes dos personagens, como da Lira, do Índio Peri, do Lobisomem, do Jaraguá e tantos outros episódios que são lindos e hoje são raramente vistos em apresentações.  Isso pra não falar que a cultura popular tradicional foi se afastando do povo e perdendo muita de sua popularidade e que esses estudiosos ou metidos a conhecedores das artes populares não fizeram nada para reparar tal ruptura.

Aqui, houve sim foi um quase linchamento publico e execração acadêmica das manifestações que conseguiram se legitimar com o apoio e a participação popular, no caso do Boi, do Coco de Roda, e ate mesmo da Quadrilha.



De certo que muitos, se não a maioria dos grupos das respectivas manifestações que citei (Boi, Coco, Quadrilhas), não apenas evoluíram, mas estilizaram, e nesse caminho da modernização vazia a cultura popular perdia visibilidade e credibilidade, pois não se revisitava ou se reconstruía de algo concreto, legítimo, já que não tinham o conhecimento se quer do que eles próprios representam e tão pouco da importância de se reinventarem baseados nas tradições. Se modernizar, mas partindo de um alicerce sólido que seria o conhecimento das tradições populares em sua forma mais genuína; os Mestres e a cultura tradicional.

Talvez o maior erro foi dos que tinham mais conhecimentos, e não apenas de folclore, mas de vida, de educação social, de refinamento de modos, de práticas escolares e estudos mais profundos, esses Professores,Doutores e Senhores, foram apenas algozes de uma cultura periférica que só cresce e consegue  mais e mais participantes. O Coco e o Boi, a cada ano se legitimam mais como manifestações do povo, manifestações POPULARES.

A minha pergunta é: Porque a AFOSPAL e esses tidos a folcloristas e pesquisadores não tentaram ou tentem dialogar com esses meninos? Qual problema de se mediar um diálogo em prol das manifestações populares alagoanas? Será que vamos ainda escutar apenas quem se quer saber balançar o ganzá em vez de ouvir quem de fato e direito está fazendo a cultura em nosso Estado?

Hoje com a iniciativa do Clube do Coco (que tem o objetivo de agregar os cantadores de coco e compartilhar conhecimentos), e algumas oficinas feitas em parceria com a liga dos Cocos de Roda de Maceió, conseguiram que alguns cocos colocassem pela primeira vez passos tradicionais em um concurso, na verdade o concurso mais importante para os grupos, que foi o alagoano. Esse fato histórico teve início com um coco do Jacintinho chamado Xique-Xique que entrou na arena no dia 12/06/2011 no concurso de coco de roda realizado no bairro do Jaraguá, e depois que o Xique-Xique realizou sua aproximação com a cultura popular tradicional, outros grupos de Coco de Roda começaram a buscar nos trupes das pisadas do Coco de Tapagem, o Pagode deCoco, o Coco de Mestra Ilda, de Mestre Venâncio e do grande Mestre Verdelinho, algo que embelezassem suas apresentações ao menos que as vinculassem com o Coco Tradicional.

A verdade é que passos como o Cavalo Manco, Quarenta-arrebatido, Os Trupes, e Trupes de Contra, se juntaram às cantigas de Pagode de Coco dos mais Tradicionais e fizeram um show à parte, levando emoção aos jurados – que naquele concurso o diálogo que havia se rompido por anos e nos entre a tradição e a contemporaneidade, estavam restabelecidos ali à vista de todos que quisessem ver.

Se isso vai permanecer... De fato, não sei dizer, mas que é possível um diálogo aberto com esses meninos que têm força e garra pra levar sem lucro financeiro uma manifestação à frente com paixão e amor, isso eu senti na pele que é sim. É possível dialogar com eles e mostrar o quanto eles são importantes nesse processo e o quanto é relevante que eles visitem a cultura tradicional.

Mas nem tudo é contra o gosto do povo como os puritanos tidos a folcloristas e defensores das manifestações populares, e falo como via de regra e não pelas exceções que atuam nesse universo dos puros e quase santificados senhores que fazem o “bem“ para nosso folclore.

Surgem novas formas de enxergar o assunto e ações como a do novo diretor do Museu Téo Brandão, o antropólogo Wagner Chaves, que surge com um trabalho aberto às comunidades e grupos que trabalham com a cultura popular. Numa linguagem atual, ele entende o fenômeno das manifestações dos Bois e Cocos contemporâneos, e fala da relevância desses grupos ao mesmo que sugere a eles uma maior proximidade com as raízes das tradições populares locais, assim como o permanente diálogo entre o atual e o tradicional.

Talvez essa seja a forma que perpetue a nossa cultura popular, e a deixe viva e inteira. Pois não podemos apenas pensar barro, ou pixe, hoje tem que se pensar o chão e o asfalto. Um olho na tradição e o outro na modernidade, ou seremos engolidos por algo que o nome não passará de um simples rótulo vazio e sem história.

Temos que buscar uma cultura viva, unindo nossas boas intenções e religando os diálogos para esvaziarmos o inferno e assim ter algo concreto A_GOSTO popular.

É isso Negada. No mais, xero com gosto de Coco e até a próxima.


domingo, 21 de agosto de 2011

Ensaiando Pros Pés




Já estou ensaiando pra meu novo espetáculo.

Estamos montando repertorio e já dando as primeiras formas as canções.
A casa do meu grande amigo Marco Eliziário o Gordo, é um local que esta nos abrigando com muito carinho e Coca-cola. RS

Dia 21 de setembro espero vocês para comemorar meus 15 anos de artes, e com um espetáculo que to colocando muita fé, creio que ele será algo que não terminara em mim... Espero que todos possam participar dessa linda festa que daremos no teatro Deodoro.

Aguardem noticias... 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Eu no Programa Vida de Artista.

Se a Mocidade Fosse Uma Mercadoria (Mestre Sebastião da Viçosa/ Recolhida e arranjada pelo grande musico e produtor Arnaud Borges)





Tá Ficando Bom (Jurandir Bozo)


Essas duas musicas estarão no meu novo espetáculo, "PROS PÉS", que sera apresentado ao publico no dia 21/09/2011 no Teatro Deodoro as 19h.  Nessa ocasião estarei comemorando meus 15 anos de vivencias artísticas. Esse espetáculo é certamento o projeto mais ousado que já produzir e espero a presença de todos. 

domingo, 10 de julho de 2011

Cris Braun Livre e Sem Rótulos. Parte 2



Há algum tempo eu já venho batendo papo com a Cris, começou quando ela estava no Rio e a coisa foi indo levando pela velocidade de bons ventos e concluímos com ela já aqui em Maceió, os diálogos foram ao longe dos meses de maio, junho e julho.  Foi um bate papo agradabilíssimo e aos poucos fui escrevendo e a demora em realizar a postagem foi tão somente pela correria dos últimos dias de junho que minha vida se ateve. 

Então vamos ao Bate papo e espero que todos possam curtir assim como eu essa grande artistas que não se prende a rótulos ou estigmas, mesmo sem ter medo deles.


Eu fui logo perguntando a ela sobre a importância de alagoas em sua trajetória musical e se era verdade que aprendeu a tocar violão por essas bandas?

Cris Braun

ALAGOAS foi onde passei a adolescência, dos 9 aos 18 anos. Mais que importância, Alagoas é parte de minha formação espiritual, se posso dizer assim. E, portanto é como ser Alagoana. Primeiro eu nem aprendi a tocar violão, até hoje, rs rs . Toco muito mal, mas estudei música quando criança ainda no sul, canto e teoria anos fio aqui no Rio-RJ. O que fez com que pudesse estar apta a compor e a fazer arranjos e hoje com a tecnologia tocar nos meus discos. Em Maceió eu não estudei música. Eu ouvi muita música, e pelo fato de estar no nordeste, o melhor da música brasileira. 


BOZO

Qual a importância da Sex Beatles em sua carreira, e como foi na época ter trabalho com Tom Capone, e o Dado Vila Lobos?

CRIS

Tudo tem importância na carreira de um artista.
Sex Beatles foi vivência, foi fazer parte da cena rock do fim dos anos 80 e inicio dos anos 90, ter amigos com Renato Russo, compartilhar das ideias, o aprendizado e a experiência, com o Tom, com o Dado. A farra, o circo voador... A vivência e o compartilhar da criação com músicos e artistas fantásticos.

BOZO

Cris você teve parcerias com grandes nomes da cena pop nacional, tocou nos grandes palcos do país e seus trabalhos tiveram também uma critica muito favorável, chegando a ser indicada a prêmios de renome, mas mesmo assim seu trabalho ainda não chegou no grande publico, a que você atribuiria isso... ? Isso te incomoda? Ou assume o titulo de artista conceitual, alternativa?

CRIS

Não sei honestamente a que atribuir, lembro que tinha um pouco do empresário não agitar muito, e na época a gente era dependente de gravadora empresário, jabá de rádio... A gravadora pagou só pra x tempo de execução, o empresário se dividia entre mim, Kid Abelha, Marina Lima e Lulu Santos... São muitos fatores, e também o destino de cada um. O meu foi esse. 
 
Às vezes me incomoda no sentido de que sou perfeccionista e se meu nome tivesse mais extensão, consequentemente, talvez tivesse mais recursos de realizar meu trabalho do jeito que sonho. Fico irritada com esse lance de que alternativo tem que ter um acabamento tosco, tocar num som horrível que muitas vezes deforma o trabalho. Gosto do capricho e por isso levo 3 anos gravando um disco, para que ele tenha a cara que quero.

Quanto ao rótulo de cult, me agrada, é isso mesmo. È o que sou; né? rs...


 


BOZO

Engraçado você falar assim, com relação ao cuidado com o seu trabalho, porquê passa uma imagem (falo com relação a mim mesmo), que você quer só é se divertir e se diverte horrores no palco, você tem uma grande intimidade com ele, eu lembro que te vi pela primeira vez no show coletivo com outros artistas no teatro Deodoro e você pra mim, chegou nos rendendo com uma simpatia e simplicidade que o Deodoro parecia o quintal de sua casa... Então, a convivência com essa turma dos anos 80, em especial os cariocas, tem grande influencia no seu trabalho e isso da presença de palco veio junto no pacote? De onde vem essa intimidade com os palcos? Já fez teatro algo do gênero? E se fosse dar uma porcentagem da importância da presença de palco pra um artista qual seria ela? 0 a 100%, ela contaria quanto?

CRIS

Sem dúvida. O Rio é e externização do que absorvi na alma nos anos de Alagoas. A gente pode brincar de dizer assim; de resto acho que sou eu. Eu sou uma pessoa á vontade no mundo, na vida. O palco é extensão e prazer; gosto do palco. E meu sonho, e o farei, é também fazer algo teatral mesmo. Quem sabe não viro atriz?
 
Poxa ... Acho que para um artista que deseja se expor, presença, carisma, quando sou espectador dou importância 100 %. Acho que é isso que encanta, prende, conquista, seduz, eleva, ... Envolve... E por aí vai.

BOZO

Mas e esse seu lado perfeccionista é algo que chega a incomodar, tipo uma fixação, porque tem artistas que sofre de perfeccionismo... E você?

CRIS

hummm , se eu não ficar atenta pode paralisar.

BOZO

Paralisar em que sentido?

CRIS

No sentido de por não achar que as condições são apropriadas ficar parada. Não fazer. Entende? Tipo: eu não gosto de fazer show em bares, como música ao vivo, e talvez fosse legal porque formaria público... Mas eu não gosto. Os caras nem um palquinho fazem. Nunca tem um equipamento de som legal. Não te dão condição digna alguma, te colocam lá e foda-se. As pessoas gritam... Pra mim musica é um ritual. Tem conceito, tem gestual. Não é só reproduzir acordes e cantar em cima. Tem mais... Veja bem: PARA MIM. Eu sinto -penso assim., para os outros não sei, e não deixo de admira-los por isso.

BOZO

Cris, você falou que gosta das suas coisas muito bem feitas com sua cara e por isso demora um certo tempo pra fechar um trabalho e publicar o cd, segunda vi na net, você lançou seu ultimo disco em 2005, se não me engano, já esta pensando e trabalhando em outro? E seria esse o trabalho produzido em parceria com o Pedro Ivo, que trabalhou nos últimos disco dos Wado e fez os dois do Pirralho, seria esse o próximo trabalho, tem prazo pra lançamento?

CRIS

SIM meu próximo trabalho chama-se Fábula e foi produzido por mim, Tup e o guitarrista Billy Brandão. Ponte aérea Rio Maceió e deve sair em setembro por aí.

BOZO

Então vamos falar dele, desse disco, porque o Billy embora tenha uma solida formação técnica, a sua musica é meio que voltada pro universo do pop, do rock, e o Tup tem a coisa das programações e um certo, digamos que ouvido clinico para encontrar misturas que dão certo, ai ainda tem seu molho... Nossa! Como vem esse disco, oque podem esperar nossos ouvidos?

CRIS
                                            
Um disco com personalidade, acho. Misturar as gerações os estilos com o domínio do conceito, e eu tinha o conceito muito amarrado, deu uma onda bacana. Chamo de M.L.B.. Musica livre brasileira.

BOZO

Cris meu anjo na ultima resposta você diz que chama ou define seu ultimo disco como MLB (musica livre brasileira). Num mercado tão voraz como o mercado cultura tem realmente como ser livre de verdade...? Sem predeterminações de mercado e seguimentos ou mesmo preconceitos...

CRIS

Eu faço muito pouco show, a culpa é minha. Rs. Se eu me expusesse mais seria mais conhecida, não? Mas já já eu faço uns showzinhos . he he ... Sou um artista que faz musica brasileira. Pop boa e livre de rótulos.


BOZO

Voltando um pouco, fale de seus discos, como você os enxerga hoje...

CRIS

O primeiro disco solo saiu pelo selo da Marina Lima, que um dia me ligou e me convidou. "Cuidado com pessoas como eu"

Este disco foi um disco confuso. Muito bom, mas eu imatura, cercada das pompas da grande indústria, mainstream, embora eu tenha tido bastante liberdade, pela imaturidade é um disco que penso ser meio sem personalidade. 
Tem só galera de peso, Nilo Romero (produtor), Paulinho Mosca, enfim, amigos bacanas que participaram. Musicas em rádios, programas de tv. 
Me deu uma visibilidade que fez meu pequeno espaço na musica brasileira.

O segundo: ATEMPORAL. É um disco muito autoral e personalíssimo, introspectivo pois eu morava na serra do Rio de Janeiro. Lindo eu acho, o disco, e desta vez bem mais maduro. 7 anos depois.

E agora, por coincidência, ou não estou em vias de lançar o terceiro: Fábula.
Este gravado na ponte aérea Maceió-Rio. Unindo e fazendo um link entre músicos maravilhosos daqui e de lá.
Um disco mais pop, moderno alegre e leve. Totalmente independente.


BOZO

Responde-me, tipo palavra puxa palavra. Responde com o que vier a sua cabeça.

Cris Braun...

CRIS

Amizade

BOZO

Musica...

CRIS

Vida

Bozo

arte...

CRIS

Deus...

BOZO
 
Amor...

CRIS

Necessidade

BOZO
 
Sexo...

CRIS

Com amor

BOZO
 
Vida...

CRIS

Verbo

BOZO
 
Morte...

CRIS

Inquestionável

BOZO
 
Bandeira...

CRIS

Brasil

BOZO

Politica...

CRIS

Desilusão

Bozo

Desejo... 

CRIS
 
Paz na terra

BOZO

Se você se olhasse no espelho e fosse se apresentar a se mesma oque você diria, não somente da artista, mas da mulher, do ser humano Cris Braun.

CRIS

Oi. Essa é a Cris Braun, uma pessoa bacana, amiga e bem original!

BOZO

Tá aí gente, Essa é a Cris Braun, uma pessoa bacana, amiga e bem original! – Eu mesmo não vou contrariar tal afirmação, pois sempre é bom ter cuidado com pessoa como ela e mesmo de forma atemporal nem em fabula eu ousaria contrariar tal afirmação, não por medo, mas por um enorme respeito, - e vc vai? -Melhor não. Rs

Quer ver mais coisa da Cris Braun, vai nestes links:



CUIDADO COM PESSOAS COMO EU


ATEMPORAL

Ou procura por Cris Braun em todos as redes sociais e vai ahcar coisa pra caralho! hehehehe